Textos portateis
domingo, 27 de junho de 2010
corpo no corpo do corpo
O cubo de gelo permanecia quieto,
na margem do rio.
Queria cumprir-se como cubo
e ver tudo.
Vadiava transparentemente
mergulhado na corrente
Não queria derreter nem crescer.
Estava ali, mesmo só para ver.
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